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Pílula..
Sem prejudicar ninguém, realize suas vontades...
Dia lindoooooo
...
:: Postado por
Márcia
às
11h18
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Receita
Para Eliminar Manchinhas da Alma:
Ingredientes:
1 litro de ternura
1 litro de óleo concentrado de paciência
1 quilo de perdão em pó 1 litro de essência de amizade 2 litros de bom-humor 3 litros de extrato concentrado de solidariedade humana 1 litro de esperança 2 litros de tolerância 10 pitadas de sorrisos espontâneos 2 litros de essência de Amor Universal 1 folha de papel de carinho do seu tamanho.
Modo de Fazer:
Misture o amor, o perdão e os sorrisos espontâneos
no caldeirão que se encontra no fundinho do seu coração.
Passe os outros ingredientes por uma peneira bem grossa e
adicione-os aos do caldeirão.
Leve o caldeirão ao fogo alto da sua bondade,
mexendo sempre até alcançar o ponto de pasta cremosa.
Deixe a pasta esfriar, até ficar morninha.
Abra a folha de papel de carinho e besunte-a com a pasta.
Deite-se sobre a folha de papel de carinho e enrole-se nela.
Suspire bastante, profundamente.
Relaxe.
Pense em momentos alegres que fizeram com que
você risse sonoramente.
Pense naqueles outros que fizeram com que
você se derretesse de ternura.
Sinta o gosto de mel de abelhas .
Sinta o perfume das flores que você acha bonitas.
Sinta a temperatura de uma noite de verão estrelada.
Ouça a música alegre do rouxinol .
Mantenha o seu coração pleno de emoções boas.
Aguarde até que a pasta cremosa e
a folha de papel de carinho
tenham sido completamente absorvidas.
Resultado:
Você perceberá que todas aquelas manchinhas
que o(a) aborreciam em relação ao próximo,
ao bem-conviver, terão desaparecido.
Caso uma ou outra persista, repita a receita .
Elas desaparecerão por completo e
VOCÊ será FELIZ
Recebi por e-mail
Desconheço o Autor
:: Postado por
Márcia
às
11h14
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Não tenho neuras com amor, nem com felicidade, nem com Deus. Se me perguntarem, existem sim, procurem que um dia acham. Tenho dificuldades em jogar conversa fora, falo uma porção de bobagens e sempre acho que eu era ridícula há um ano atrás. Não sei lidar muito bem com elogios, nem com críticas. Não gosto de magoar as pessoas, mas tenho medo de pedir desculpas. Tenho sonhos engraçados, muita sorte e pouco tato. Sou prudente, desconfiada e paciente. Não gosto que falem alto, que falem mal dos outros e que peguem no meu pé. Boa cozinheira e poeta amadora.
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Márcia
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20h37
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A vida é bela!
Obrigada meu Deus...
:: Postado por
Márcia
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18h09
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Foda-se
...
De tantas magoas Magoei... Fugiu de mim discernimento... No momento, só senti, ardi Gritei!
Foda-se!
Que se foda as Combinações... Boas e más Intenções.
Foda-se!
Que nasça em Mim a raiva. Por beijos que Não foram dados, Nem usurpados, Dessa sua boca.
Foda-se!
Que o fogo me tome, Que minha ira desça. Que tome conta da minha Calcinha...
Foda-se!
Que me faça brasa. Desejos, Beijos, De nós dois.
Foda-se!
Que sejam, Enfim, Os amantes Saciados, Perdoados.
Foda-se!
Pois o que Tenho de melhor, Hoje são os versos Que te fiz e que me Permitiram te ter.
Márcia Serafim
...
:: Postado por
Márcia
às
17h55
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...
Júlia pensei em você enquanto escrevi esse texto, Espero que goste.
Honky tonk Women
Mick encanta no rádio, Ela canta... O merlot balança na taça, Ela dança... A lagrima desce de seu pedestal, Ela chora... Seu corpo inteiro é ardência, Ela grita... Entre as pernas, o monte de Vênus nua. Ela sua... Dedilhando seus grandes e pequenos lábios, Ela geme... No compasso do som, no vai e vem de seus dedos, Ela goza... Honky... Tonk... Women...
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
17h54
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:: Postado por
Márcia
às
17h51
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Anotem...
A verdade alivia mais do que machuca. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água. (Miguel de Cervantes)
O problema de mentir é que isso vai depender de o mentiroso ter uma clara noção da verdade a ser escondida. Nesse sentido, a verdade, mesmo aquela que não aparece em público, tem uma primazia sobre toda falsidade. (Hanna Arendt)
È foda!!!!
:: Postado por
Márcia
às
22h53
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Passando por aqui, não esqueça de deixar um comentário.
Fuiiiiiiiiiiiiiiii
Má
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Márcia
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23h23
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Bem amiguinhos
Acho que voltarei a delirar, estou sentindo vontade de escrever...ufffff...achei que havia perdido o dom...
Vamos com calma... Podem preparar o feijão que eu estou voltando.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh ia me esquecendo de falar, de gritar, de berrarrrrrrrrrrrrrrr
ESTOU APAIXONADA POR MIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
:: Postado por
Márcia
às
23h16
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Um pouco de Veneno da Gata
Na real
Por que as pessoas complicam as coisas ? O mundo é tão simples, mas tem sempre alguém tentando fazer algo a mais. E esse algo a mais ferra tudo. Não seria mais simples você chegar no cara e falar: “fofo, cai fora, eu não quero mais nada com você” do que ficar dizendo pro coitado que não pode sair porque vai trabalhar até tarde ? E se ele chegasse e falasse: “gatinha, é uma noite e nada mais” não seria melhor do que ficar na angústia da ligação que não virá no dia seguinte ?
É mais simples você dizer: “cara, só quero sexo e amizade” do que o menino ficar achando que você se apaixonou e quer casar com ele amanhã. Ele pode não ter sacado que você, garota moderna, não quer compromisso. Também é mais fácil chegar logo e falar: “ não enche o saco, eu não vou para cama com você” do que iludir alguém que você sabe que jamais, em hipótese alguma, vai levar você para horizontal.
Mas não !!!!!!!!!!! O povo complica, não explica. Enrola, não esclarece. Omite, não fala. Tem que por para fora, deixar claro seus desejos, seus medos, sua (in)satisfação. O cara achou que você queria casar com ele só porque você ligou no dia seguinte ? Céus, não era nada disso !? Você só queria cobrar a grana que ele ficou te devendo do jantar que ele não pagou !? Mas você não esclareceu, não falou a verdade … ele pensou coisas … e quando as pessoas pensam, tudo fica confuso.
:: Postado por
Márcia
às
23h12
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O ser humano é dotado dessa racionalidade que muitas vezes atrapalha. As pessoas pensam muito e falam demais. Sejamos objetivos. Se você não quer mais a garota, fala logo. Não fica aí em banho-maria iludindo a coitada. Se você não vai mais jantar o rapaz, avisa logo. Depois ele vai ficar pegando no seu pé e você vai reclamar. Dor de cabeça ? Fala sério, você não quer e pronto. Não inventa história, não inventa moda, não inventa nada.
Claro que levar um fora sempre dói. Mas dói muito mais esperar por quem não vem, fingir o prazer que não se tem, fazer qualquer coisa para agradar os outros.
A pessoa mais importante da sua vida é você. Invista em si mesmo. Coloque uma boa dose de sinceridade no coração e acredite: vale a pena. Eu prefiro chorar pelo fora que levei do que ficar esperando por quem não quer voltar. E aprendi a dizer que não quero, que não posso, que não vou. Faz tempo que descobri que quando agrado a mim mesma, eu ganho muito mais. Porque eu sou a protagonista da minha vida. E se essa é a minha história, o roteiro tem que ser escrito pelas minhas mãos sem direito a coadjuvantes intrometidos.
:: Postado por
Márcia
às
23h11
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Vamos Por partes...
:: Postado por
Márcia
às
15h26
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Poema republicado a pedidos...
Doação
Ofereço-te um papel em branco
Com letras imaginarias, claras
Letras mal feitas de caligrafia fraca
Ofereço-te meus pensamentos
Efêmeras cortícolas encefálicas
De uma mente emburrecida
Ofereço-te uma viagem por mim
Paisagem gasta pelo tempo
Corpo marcado por cicatrizes
Testa enrugada por tristezas vãs
Ofereço-te o cheiro do meu poema
Palavras sem rimas e descompassadas
Tentando ser percebida, lida, entendida
Ofereço-te um colorido invisível
Dou-te um papel com nada
Apenas querendo ser reescrita
Inventada, respeitada e amada
:: Postado por
Márcia
às
14h12
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Passando por aqui...
:: Postado por
Márcia
às
18h02
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Adoro esse texto, mas não sei de quem é
Sor-ver-te! Sub-ver-ter-me!
Sua voz é um presente. O frescor do seu sorriso é um convite ao beijo, a tua língua que sorvo como um sorvete, totalmente posta em minha boca,não me refresca ateia-me mais fogo, me ata ao teu corpo como imã. As preliminares do teu desejo, deixam o meu pronto para ser tomado, fazer o teu tremer... Te quero a todo instante, em qualquer lugar... Seu corpo nú e suado envolto ao meu num extâse, o mesmo folêgo, a mesma dor, as mãos que se entrelaçam, os olhos que não se largam, passear pelos detalhes da tua pele, escutar seus suspiros, quero seus gritos, suas marcas impressas em mim...
:: Postado por
Márcia
às
13h40
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Retalhos Imortais do SerAfim
atiro contra o tédio infame pedaços do meu corpo em prumo poemas refazendo em transe retalhos de um tecido em partes seguindo por segundo a trilha na etérea construção da arte
Artur Gomes
:: Postado por
Márcia
às
13h28
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Conclusões de 2005 ...
Hoje ao fazer uma analise do ano que finda Concluo que minha vida está intimamente ligada à poesia. Não consigo controla-la: è ela quem me controla. Não escolho o que escrevo: è a escrita quem me escolhe. Nem mesmo sinto minha escrita: Mas ela me sente. Não faço seleção entre pior ou melhor: Ela já nasce selecionada. Eu nem conheço poesia: Mas ela me conhece muito bem. Não aborto linhas mal escritas: Ela exige-me o tempo inteiro. Luto pra me desligar da poesia: Mas estou sempre ligada a ela. Se fujo: Ela me encontra. Se não escrevo: Ela me escreve. Mesmo não estando grávida e versos: Ela me faz parir. Não as trago no peito: Mas ela voa dentro de mim. Desesperadamente... Somente assim, de nem uma outra forma, posso ser EU. Foi assim que aprendi a me encontrar. Poetisando minha própria existência. É assim que sei amar.
2005 foi um ano que escrevi pouca poesia, mas creia amigo, 2005 foi o ano que eu mais precisei dela.
Feliz 2006 para todos...Luz e Poesia para todos...
Maravilhosamente Márcia
:: Postado por
Márcia
às
22h27
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Orgulho
Tenho um imenso orgulho das cores que escolhi para pintar meu arco-íris... De cada beijo que dei...De cada homem que amei... Orgulho-me dos sonhos que sonhei...Das flores que te mandei...Do sorriso de satisfação quando passei no vestibular... Orgulho-me das poesias que escrevi... Dos concursos que venci...Das prosas que nunca te deixei ler... Orgulho-me de todas as minhas cicatrizes...Das batalhas vencidas... Das lutas insanas... Sinto orgulho até mesmo de minhas perdas... Orgulho-me daquele pôr-do-sol que compartilhei com você... Das férias em Porto Alegre... Das risadas pueris... Do coração feito com giz... Orgulho-me do brilho do teu olhar... Do mundo surreal que construímos ao nosso redor... Do quadro que pintei...Do homem que inventei somente para me amar...
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
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21h58
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Sem inspiração
A poesia nasce numa folha em branco Ela morre nos dedos, escorrendo-se na ponta de uma caneta Cadê a poesia? Temo que ela tenha se esquecido de mim Será o fim?
Márcia
:: Postado por
Márcia
às
23h31
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VOTEM NO DELÍRIOS DE VÊNUS
O Delírios de Vênus está concorrendo ao prêmio The Best do site A Gazeta dos Blogueiros

Meus queridos leitores, se vocês encontraram algo aqui que os emocionaram ou de alguma
forma se identificaram com minha poesia, peço que entrem no link abaixo e dê
seu voto ao Delírios de Vênus. Obrigada!!!!!!!
http://www.blogueiros.com/melhoresmes.htm
CONTO COM VOCÊS!!!!!!!!!
:: Postado por
Márcia
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21h57
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Feliz!!!!!!
Delírios de Vênus é destaque da semana na Gazeta dos Blogueiros.
Obrigada a todos que deliram comigo.
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
10h21
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:: Postado por
Márcia
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18h34
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Hoje
Hoje eu não quero ser poeta
Não quero falar de dores
Escrever sobre amores
Hoje eu quero ser poesia
Quero sentir os versos brotando em mim
Quero sorrir lirismos, cheirar rimas e me banhar com prosas
Hoje, somente hoje, quero ser obra prima, quero ser composta
Não quero que ninguém me leia, quero que me vistam
Quero ser sentida, quero que me declamem e me achem linda
Hoje não quero ser poeta
Hoje quero ser a própria poesia
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
18h23
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Fêmea
Sou minha própria invenção Sou rimas em escansão Sou eu um corpo explosão Sou sentimentos extremos Sou hormônios, adrenalina! Sou vagina... Sou inversão de valores Sou Maria Sou Madalena Sou poesia, mas eu sou prosa também
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
12h16
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Cenas da vida - 1º Ato
Luzes apagadas, cortinas serradas. O palco que antes parecia tão grande jaz solitário... É a vida que passa ligeira.
E ela ali, olhando as cadeiras vazias. Cadê os aplausos que antes a incomodavam? Hoje só pranto se ouve...É o barulho da vida que segue
Vida de poucas saídas, vida de pouco brilho. Vida sentida em poucos sorrisos, sem viço, vida sem juízo.
E ela sentada á beira do tablado, vê a existência acabando, já não é a mesma mulher, dela restou somente parcelas de uma atriz decadente. Dela restou apenas parcelas do que se foi, do que já não é.
E ninguém mais a aplaude de pé, pois a mulher se perdeu pelos palcos da vida. Fez arte, fez peças... A aprendiz de raposa, foi presa fácil, se perdeu...Decaiu, endureceu...A luz apagou,
O palco esvaziou
E sua vida descontrolada, totalmente enviesada em dores de amor, se vai...
E a dignidade que ainda lhe resta, permite que levante a cabeça e olhe em direção ao palco...E lá esta ela refletida num espelho opaco...
Cena de horror, semi-sorriso de dor...Eis o que faz um grande amor.
Cenas da vida – 2 º Ato
E ela levanta lentamente, ergue suas ancas cansadas e segue em direção ao nada. Tão vazia de sentimentos, tão cheia de tudo.
Olha-se naquele mesmo espelho opaco e contempla a ação do tempo...Sem expressão, sem começo, sem fim, apenas um imenso nada, um estúpido nada.
Abre a bolsinha de camurça vermelha e pega um batom carmim...E fingindo formosura, tenta, desesperadamente, (RE) começar...(RE) abrir as cortinas de sua própria vida...O show tem que continuar.
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
12h15
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Em algum lugar de mim
Lembro-me de ti... Sim, eu me lembro... Lembro do teu sorriso... Lembro da tua voz Do cheiro dos teus cabelos Da cor azul dos teus olhos...
Vasculhei minha alma, te achei Tu estavas perdido aqui dentro Escondido entre células...desejos Finalmente te (RE) encontrei Sim, te achei...
Estive em ti novamente Apenas alguns minutos Sim, eu estive...
Tento voltar, vejo que não posso Luto para entender de sonhos Vejo-me cheia de Luz Devo te descrever nessas linhas... Provar que te conheço...
Tenho essa impressão... Curiosa sensação... Um senso de metaconhecimentocarnal Não resista... Apenas viva em mim
Sinto-te chegando... Preciso parar de escrever.... Fechar a mente...Os olhos... Apenas quero te sentir...
Chegando... Chegando... Chegando... Chegando...
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
18h32
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Queridos leitores, hoje estou FELIZ e, para comemorar, vou escrever algo FELIZ, chega de poesias tristes...Nova fase...
Beijos a todos os ávidos plantonistas do Delírios de Vênus
:: Postado por
Márcia
às
21h40
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Fui!!!!!!
Quer saber?
Não te quero mais
Fechei pra balanço
Viajei pra Paris
Tomar vinho do bom
Aproveita a ausência necessária
Passa lá em casa e se tira de lá
Leva teus discos do Caetano
As luvas de boxe, o casaco amarelo
Tira teu cheiro do meu armário
Arranca o teu gosto da minha boca
Me salva de você, me socorre
Antes de sair
Apague a luz
Coloque o lixo pra fora
Dê comida ao peixe
E não olhe para trás
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
22h48
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Lingüisticamente
EU
Assim inteira sem fim
MULHER
Toda tua nua crua
Pedra bruta estado natural
VOCÊ
Ourives lapida toca provoca admira
Sente o sabor o calor o odor
HOMEM
teu
toque
a pedra
explode
lapidada
de gozo
gostoso
meloso
suave
o sintagma
pulsa
o paradigma
se quebra
e a dicotomia
se completa.
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
22h45
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Quem sabe...
Quem sabe voltes em improvável ensejo
Perdido na promessa do relógio antigo
Quem sabe venhas feito tempestade
Quem sabe silencioso me abrace, feito frio seco
Que não se sabe ao certo de onde vem.
Quem sabe num amanhecer de setembro
Venha feito vento e me enlace o corpo
Em busca de abrigo que te salva do risco
De um Mar em fúria
Ou quem sabe, talvez, seja a alvorada
Que te toque ao longe, que te chacoalhe o dorso
Que te desperte saudade.
Que sabe o canto de uma cotovia te faça lembra
Das nossas alegrias
Quem sabe em um findar de dia, seja eu a fantasia
Que queres buscar
Quem sabe seja esse entardecer, que te fará
Saber com olhos de espanto
Que todo o meu pranto é para te ter
Quem sabe a lua eleita dos apaixonados
Te mostre o caminho da volta ao passado
Talvez regresses no bailar do tempo
Onde morte e vida andam de mãos dadas.
Quem sabe mesmo, numa manhã de domingo
Venhas devagar e recite o verso que nos fez amar
Completando assim, aquela poesia que tu me dizias
Quando por encanto resolveu partir
Me deixando estática no vácuo da vida
E nas horas do tempo foi e se perdeu.
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
17h23
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Quero-te
Quero-te assim, inteiro sem fim
Juntando-me em ti. Quero-te!
Primavera, Verão, Outono, Inverno
Quero-te em todas as estações
Com segundas intenções
Reverenciando nossa paixão
Quero-te veneno
No meu travesseiro, no meu edredom,
Roçando, roçado, amando, amado
Quero-te de noite ou de dia
Fazendo folia, na cama ou no chão
Quero-te em total sintonia, pura magia
Quero-te sempre
Quero-te agora
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
22h28
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Sol e Lua e nada mais
Horas e horas na frente do computador e nada
Não vem prosa, não vem poesia, não vem nada
Tento escrever sobre amor, mas não vem nada
Uma confusão de palavras, invade minha alma
Tento manter a calma, inventado um novo ser
Surgem as lágrimas, surgem as dúvidas surdas
Surgem versos cheios de dores e velhos horrores
Sons do passado zunindo, tenebrosos e sinistros
Temo que ao criar, cave minha própria cova
Enterrando-me em um mar de poemas nebulosos
Temas mórbidos que assombram os maus espíritos
Mas acalmam meu coração, palavras que só eu entendo
Em busca de respostas, ofereço meus versos ao Sol, astro maior
O todo poderoso que um dia me ofuscou com seu fulgor
Solto lagrimas ao Febo da Bahia de todos os santos
E de olhos fechados vou a ele e beijo-o suavemente
Rabisco as cores do arco-íris e fantasio felicidade
Criando um eclipse vocabular, Sol e Lua e mais nada
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
22h15
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Doação
Ofereço-te um papel em branco
Com letras imaginarias, claras
Letras mal feitas de caligrafia fraca
Ofereço-te meus pensamentos
Efêmeras cortícolas encefálicas
De uma mente emburrecida
Ofereço-te uma viagem por mim
Paisagem gasta pelo tempo
Corpo marcado por cicatrizes
Testa enrugada por tristezas vãs
Ofereço-te o cheiro do meu poema
Palavras sem rimas e descompassadas
Tentando ser percebida, lida, entendida
Ofereço-te um colorido invisível
Dou-te um papel com nada
Apenas querendo ser reescrita
Inventada, respeitada e amada
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
20h03
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Esse poema foi um lindo presente que meu amigo Soluz me deu, assim eu não podia deixar de partilhar esse alegria com todos os leitores do meu blog.
A Louca dos Meus Desejos
(Soluz Terrarium – 29/05/2005)
Ela me faz perceber...
Leva-me através de suas imagens.
Permite-me algo que não cria...
Adentra minha mente,
eleva meu corpo em delírio...
Faz-me querer tanto...
Faz-me viajar pelos fios da loucura!
Faz-me pulsar e retesar...
Faz meu coração palpitar
e fico tonto de tesão.
De repente, me desconecto...
Viajo desesperado querendo voltar!
Retorno querendo muito mais dela...
Ela me recebe novamente,
parece querer me enlouquecer.
Eu preciso, eu me permito...
Entrego-lhe todo eu mesmo!
Sou agora todo para ela:
minha visão, meus toques aflitos...
Todo enfim só para ela.
Ela é toda a loucura, é o que eu precisava ter aqui... Ela vem do seu jeito, suas imagens apenas saltam... Agora tenho-na aqui dentro!
:: Postado por
Márcia
às
20h01
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E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.Alberto Caeiro
Sonho que sonhei pra mim
Disse-te que sonhei contigo? Que vi teus olhos tão perto e sorri com teu sorriso? Falei-te sobre amizade...És apenas amigo? Que li tua poesia colocando-a na minha quando era preciso?
Não! Eu disse que sonhei sobre lençóis Escrevendo passo a passo à próxima emoção Embriagando-me com sua voz Escutando emocionada o som do teu violão
Disse-te que te sonhei como queria ser sonhada Que levantei suavemente com medo de ser acordada E ver finalmente que não fui velada Simplesmente amei-te como queria ser amada
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
16h09
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:: Postado por
Márcia
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15h14
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Meu show
Que se fechem as cortinas O espetáculo terminou O último ato acabou Os atores retiram as mascaras
O cenário será desmontado Essa comédia já não fará rir Tudo é falsamente verdadeiro Mas são fantasias vagas
Tudo foi encenado, ilusório A criatividade acabou “Ser ou não Ser?” Mas qual foi mesmo à questão?
Eu te devolvo o ingresso Hoje não tem espetáculo Esse show não pode continuar
Quero montar nova peça Ser a atriz principal Beijar o mocinho em público Ser a musa do poeta
Não viver à sombra do autor Quero dirigi minha própria vida E nesse último ato, cheio de reticências...
Eu não te vaio... Aplaudo-te, mas não peço bis O show acabou, a luz apagou e a cortina fechou.
The End!
Márcia Serafim
:: Postado por
Márcia
às
15h08
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“Gente esse texto foi produzido por vários poetas da comunidade Templo das Artes do Orkut, eu achei que ficou tão lindo que resolvi publica-lo em meu blog. Espero que vocês gostem.”
Márcia Serafim
Compreenda tudo junto
Imagino uma noite sem estrelas, sem nuvens, sem clamores. Vejo um mar, uma imensa escuridão se estendendo até o horizonte, até o limiar da alma. Vejo uma pequena jangada de pescadores com um fraco lampião a gás. Vejo Deus a pequena chama da esperança, cercada e quase sufocada pela deslumbrante tristeza que em teu coração reside.
Estou no meu quarto, um teto sem estrelas, e poderias estar aqui...Deus figura nos braços dos amantes, aquece, preenche... Minha jangada está desarrumada, urbana, elétrica e cheia de ácaros, no entanto é um mar, um infinito mar que me separa de ti, e que me separa da superfície.Não, não se trata de afogamento, mas de profundidade... Agora, sinto tuas íntimas dores e, ao contrário de ti, sei de onde vem, pra onde vão e o quevai se seguir...
Sendo assim, sigo! Volto à minha infância e, dentro da jangada, na escuridão da noite sem estrelas, me aventuro ao mar e vou até o seu fim (aquilo que todos chamam de horizonte). Ao chegar lá, caio em um abismo e, mesmo com a distância de ti, compreendo: é ali que tudo recomeça!
E na jangada do tempo eu também embarquei, não temi escuridão e nem contemplei as estrelas, simplesmente fui em busca de um sonho. Naveguei em mares de dores e amores perdidos, resgatei felicidades, sofrimentos, desejos de outrora. E pela primeira vez, naveguei dentro de mim mesma. De repente caiu uma chuva grossa, dessas que doem na pele e não vi o arco-íris porque a cortina da janela de minha alma ainda estava fechada.
Abro meu olho para ver o arco-íris do nirvana, contemplando o negro de meu mar. Apago a lanterna para escutar a escuridão, vou dançar com a morte e zombar da perfeição. Coloco meu dedo na água e fisgo memórias de um passado estranho, coloco-as em meu barco e tento organizar minha estória. Hum...O barco está pendendo, é melhor simplesmente viver a morrer buscando saber quem sou? Não sei, ainda... Suspeito, ao menos, que haja resposta! Marolando leve, manso, deixo a jangada ao léu, e o silêncio me diz algo, não algo assim, concreto, mas insinuante, acho que é minha vida. Alguns momentos bons, como flutuando em notas de violoncelo, harmonia em pequenos momentos, e uma voz, exata, como Elis cantando Vinícius "Por toda a minha vida"... E “por toda a minha vida”, sei que vou navegar. Ainda bem que aqui passei, pois tenho muito a buscar nos mares do pensamento e nas veredas dos ventos. Minha jangada há de suportar os tormentos desse pélago e ao final eu vou chegar e hei te resgatar, para finalmente nossa estória começar e no balanço das ondas com as estrelas como testemunhas dizer, “Eu sei que vou te mar“ Compreendo... noites com estrelas, jangadas em vagas, noturnas visões, silenciosos pedidos, anseios sentidos e esperanças vãs em deuses inertes... restando-nos apenas... deuses e sonhos...cantando e seguindo... sempre amar, amar, amar...
Compreendo... minha imaginação pouco iluminada por um lampião não me exime deste quarto sem janelas, e não faz do meu mar de plenitude mais que um xiste, e não te faz ver Deus, nem saber que ele existe, ao menos na minha cabeça... Fosse um oceano a nos separar, fossem léguas!, séculos!, não esse canhestro medo que me impede de enlaçar teu corpo aqui ao lado...
Eu compreendo o navegar dos poetas. Navego sem parar em busca de novas palavras, observando o balançar das rimas. Nesse momento eu sou Deus, sim sou Posêidon, sou Netuno, provocando tempestades de versos e chuvas de prosas. E no mar da emoção, te encontro, te dou a mão, te lanço um olhar de conquista, te dou um beijo e te faço amor em folhas de papel e tenho orgasmos de tinta preta...
E esse gozo psicodélico escreve algo em um tempo e espaço que não ousava tocar, essa tinta preta trás idéias que me rasgam os pulmões, enchendo-os de um fôlego mágico. É uma idéia que amedronta, que assusta, mas é algo novo! Então, resolvendo seguir o que me diz aquela psicodelia, abro os olhos e posso ver as estrelas que não estavam no céu. A imaginação torna-se novamente fértil e meu lampião faz-se grande.
Em busca da compreensão dos sonhos, naveguei em mares nunca dantes navegados e, também, senti esse tal fôlego mágico encher minhas entranhas, porém, não tive medo, fui remando em tua direção. Mas em teu mar já havia ondas demais e isso impediu que o navio seguisse. Voltei ao meu porto seguro para refazer meu mapa náutico. Quem sabe num ano de luz eu vá ao encontro de ti...
Quem sabe eu te encontre, te descubra, te desfrute... Quem sabe meu mundo solidifique, abandone essa forma de mar infinito que engole tudo. Ou não, viverei sobre as ondas, e por te buscar tanto e tão loucamente perderei os remos, a jangada, a razão? Navegar é preciso...
Olha o mar! Imenso é o mar. O homem não conhece os seus limites e ninguém consegue dominá-lo... Apenas uma força chamada amor. O mar bruto e sem piedade engole minha jangada... E eu, pela força do amor, sigo andando sobre as águas rumo ao horizonte, onde com certeza estarás. Uma jangada, céu sem estrelas, mas mesmo assim, vejo-as...estrelas da dor dentro de meu peito, que insistem em não brilhar por algum tempo mais. Segue a jangada sem rumo, lá e cá, cá e lá embalada pelo balanço do mar, fazendo minha cabeça girar, todas as emoções a embaralhar. Onde é que ela vai me levar nessa escuridão de mar? Será que aportarei em teus braços para te amar...
Na maré seca vejo os arrecifes da "verdade". Sinto que posso parar de navegar, parar de sofrer. Mesmo assim me sinto dúbio entre viver no real ou provurar conhece-lo, eu quero saber quem sou, quero saber o tamanho dos icebergs. Nas ilhas das sereias já vivi, nos braços de um Deus conheci a ti. Para onde devem ir os homens se as sereias controlam seu destino? Não serei um homem, serei apenas mais um...
E agora em terra firme, compreendi que já não sei andar sozinha, sinto medo, sinto frio, sinto falta de você. Vejo ao longe as águas que tremulam me chamando para voltar. Mas o mar está bravo e não posso nadar e mesmo com medo do novo, dou o primeiro passo em minha própria direção...
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Márcia
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Márcia
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17h06
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Sexo
Você chega de mansinho, degustando de vagarinho, mordendo os bicos de meus seios. Arranhado minhas costas, fazendo sentir prazer, beija meus pés e minhas coxas. Marcando, tatuando teus dentes em minha vulva. Louca já estou e, rouca ficarei, pois já grito de prazer...Tremor é sua ação mais clara, ardor é o nome do meu corpo. Ouço o som dos teus lábios, dizendo palavras incompreensíveis, indecente que me acendem o prazer. Com tua língua felina me levas ao paraíso, passeando lentamente num deserto de pêlos negros, explorando novas e desconhecidas terras...Devagar...Lentamente...Deixas-me demente. Saboreias-me com tua língua quentinha...Vai...Essa fenda já ferve desesperadamente. E essa língua demoníaca, entra com deliciosa desenvoltura. Teus dedos envenenados entram na caverna, invade e dança... Agora sou eu quem te bebo, vou ao trabalho, mexendo minha língua no teu falo e numa mágica sintonia, sinto tua boca a beijar meus lábios vaginais...Angelicais...E eu que era sonhara do leme, sinto-me a deriva. Estou tonta, não posso mais segurar, me entrego a essa danação de língua que volta a me explorar. Algo muda de repente, sinto teu mastro em riste a me tocar. Estremeço, em silêncio aceito o belo presente que me entra, possuindo devagar meu corpo e minha mente. Os gemidos doidos são a trilha sonora da louca entrega, da eterna espera... Sentindo em ti tremores, suores, odores... A janela se abre, já tão quente e indecente a esperar que o falo ardente a penetre lentamente num delírio divinal. E o balançar de corpos, traz uma súbita tempestade. Inundados de tesão, loucura, desejo e sofreguidão. Corpos uníssonos, náufragos exaustos num mar de sonho molhados.
Márcia Serafim.
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16h53
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Márcia
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13h28
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Morrendo de amor Olho para você, jogado no banco de réus. Soluçando, gemendo, chorando de dores. Você que era Rei, agora sofre em desespero. Logo você? Tão dono de si, tão arrogante, Tão feliz com minha infelicidade. Agora estais ai, agoniado, solitário, Pedes-me para voltar, perdoar... Não posso! Já provei dessa doença sem cura, Não há remédio, no mundo, que aplaque o desespero. Logo você que parecia tão auto-suficiente, Voltas agora querendo reabrir minhas feridas? Sofri dessa tristeza sem fim, morri por um tempo, Não, obrigada, estou bem, ressuscitada e bem amada. Logo você tremendo em desatino, terminado assim, Sem ninguém para te dar a mão, sofrendo a cada segundo, Esperando um abraço que nunca vem, definhado, morrendo... Logo você que sorriu da minha desgraça, gabando-se ao mundo. Só te resta o tormento de querer e não poder, de ver e não tocar. Lamente, eu te aconselho, sofra essa doença sem cura. Morra Logo você meu grande amor, vivendo nessa triste desventura? Quem sabe amando assim, você possa renascer de tanto amor sofrer. E se morrer de amor, finalmente a dor cessará... Levarei flores ao túmulo, onde estará escrito: Aqui jaz um ser que foi amado, fez sofrer, arrependeu-se e voltou, mas, ela não perdoo e ele morreu de amor. Márcia Serafim
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13h26
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Márcia
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13h26
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Desabafo
Foram muitos passos dados na estrada da vida, aprendendo a amar e sofrer e, enfim, morrer sozinha num universo cruel que engole os desprovidos de força. Li poesias e também as fiz, necessitei engolir palavras, jantando poetas de primeira linha. Foram vários Nerudas, Espancas e Clarices, sempre sentindo seus concretos propósitos de camuflar-se sob seus disfarces de letras. Doido foi observar meus amigos se transformando em mambembes adoradores da Rede Globo, mansturbadores de banheiros – o sexo tem que ser seguro -, adeptos de bons empregos. Todos se tornaram bons homens, péssimos maridos e esposas, meus parceiros de vida, fizeram questão de se mostrar sábios, economizado o dinheiro da pizza semanal ou do enfeite da sala de jantar, lavando quintal e tirando o mofo do armário. O mundo gira e a vida segue a diante. Primaveras, verões, outonos e invernos... Chuvas, flores, folhas e frios, o dia não pára de amanhecer e os homens que amei, aqueles que me faziam sentir tesão e incendiavam meu corpo, estão gordos, barrigudos, brochas ou jaz em algum túmulo frio. Longe de mim, querer ditar regras, temo a fúria dos tediosos e aqui no meu mundo de plástico, insone, leio um livro de auto-ajuda que um “amigo” deu pra mim. Ouço o som da coruja, presságios claros e alinhados. Perco-me nas fumaças do meu cigarro, mas um vicio de uma vida sem brilho. Nunca fui presa, não fiz tatuagem e na memória tenho poucas probabilidades de recordações. O tempo passa é o cachorro da vizinha não pára de latir, dentro de mim há parcelas de um poeta decadente, quase um sopro mulher. Será que em algum lugar desse planeta, alguém lembra de mim? Será que a velha do 705 me emprestaria um pouco de açúcar? Será que toca um sino, neste momento, numa igreja qualquer? Nunca mais ouvi o som de Sinatra e minha boca fala com paredes. Sou apenas uma serva obediente do sistema, um bicho de estimação, uma morta viva em solidão.
E, aqui da varanda do meu quarto, fico imaginando o que fiz de errado, imagino o que ainda há de bom em mim e sentada ao sol imaginário, vejo o trabalho das formigas, fortes, nunca param as labutas, sempre unidas caminham lentamente em busca de sobrevivência. O vento balança meus cabelos e entra solidão junto com ele, minha espinha sente o impacto gelado. Meu poema esta quase se acabando, o abismo está logo ali. Lerei a ultima crônica de Sabino, o ultimo poema de Maiakovski, me embebedarei ao ritmo de Caetano. Cálice de vinho tinto, minha ultima possibilidade de felicidade, nuvem de fumaça que não tem fim, noite que não acaba. Estou sozinha em uma casa na colina, vista para o mar, vento fresco marinho e o cachorro da vizinha continua a latir. O livro escorrega de minha mão, doce companheiro. Onde estão meus amigos? Não agüentarei mais uma madrugada negra. Preciso de um lindo amanhecer, preciso sentir a areia de um oceano de esperanças, preciso ter minha tristeza apaziguada. Sinto falta da alegria, das vozes dos meus netos, de um banho de chuva. Sinto falta da Avenida Paulista, sinto falta da juventude perdida em sonhos químicos, sinto falta do amor. Espero o momento que a senhora negra vem me buscar, ela me levará para longe, na calda de um cometa...Vem! Adeus amigos... Estou partindo... Aqui jaz uma poeta que não soube viver. E o cachorro da vinha continua a latir...
Márcia Serafim
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13h23
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22h31
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Lamentações
Lamento a volição sem saída O afeto não correspondido O beijo mal oferecido A imensidão do leito A carência do abraço.
Lamento pelas lágrimas contidas Pelos brados silenciosos Pela vivacidade nos olhos Que se agoniza pelos teus olhos nunca mais vistos por mim.
Lamento porque é demais A minha persistência A minha carência Tua falta...
Toda essa efervescência De anseios infecundos De ruídos ao vento. Lamento... E meu Lamento não evita
Que o orbe gire Que as lágrimas caiam Que a esperança morra Que a paz seja uma fantasia Que o amor seja agonia
Márcia Serafim
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Márcia
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22h30
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Márcia
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22h24
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Volta ao (RE) começo
No dia em que te disse adeus, eu nem sabia que o diria... Adeus. Madrugada afora, fui sem poder olhar para trás, naquele momento soube que teria que me despedir, não para sempre, pois teria que voltar para buscar uma parte de mim que ficaria com você. Meu coração ficou...
Vaguei pela vida sem rumo, sabia que minhas horas não seriam as mesmas, sabia que minha pulsação batia no corpo de alguém e eu, nem ao menos me despedi de você sem mágoa, sem essa tristeza que me consumiu a alma.
Eu tinha que ir, não podia ficar, fui ao encontro do meu destino. Antes de te amar eu tinha que aprender a me amar. Hoje estou cansada de procurar as respostas, sinto-me exausta, ainda há tanto a ser dito... Ainda há tanto a ser vivido... Ainda há tanta vida...Ainda há amor a ser resgatado.
Volto de cabeça erguida... Volto a tua procura...Volto por meu coração...Volto em busca de nós... Volto para construir nosso mundo e resgatar nossos sonhos. Deixei meus medos por onde andei, volto disposta a percorrer novos caminhos, disposta a te amar e recomeçar.
Márcia Serafim
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Márcia
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01h04
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Aos amores perdidos
Hoje eu queria ouvir tua voz
Ouvir fiozinho de esperança
De perto, longe eu queria
Queria ouvir tua historia
As verdades e fantasias
Falando-me de amor e paixões
Queria dizer sem palavras
Falar com o olhar de saudade
Dizer que te quero nesse instante
Querendo-te somente por um dia
Queria te contar sobre mim
Aventuras, amores folhetins
E dizer-te do medo que tive
Receio de não mais voltar
Tentando acreditar no que digo
Queria dizer o que nunca disse
Queria, mas não consigo e sigo
E o que eu mais queria
Era tua voz ecoando em mim...
Márcia Serafim
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Márcia
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00h51
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